PLANTAÇÕES e SEMENTEIRAS espécies autóctones – Pêro Moniz

Balanço das PLANTAÇÕES E SEMENTEIRAS de espécies autóctones no SÍTIO DO VALE SALGUEIRO (Pêro Moniz – Cadaval)

    Foram 8 pessoas que se juntaram à Elena e ao Tiago, proprietários do Sítio do Vale Salgueiro, para esta ação que pretende reabilitar o ecossistema agrícola. Para quem quiser relembrar as vantagens das sebes com vegetação autóctone aceda à exposição on.line: A Nossa Floresta Autóctone http://www.mpica.info/mpi-lourambi-e-real-21-disponibilizam-exposicao-%e2%80%9ca-nossa-floresta-autoctone%e2%80%9d-on-line/ 
    Nessas 8 pessoas estamos a incluir a “jovem esperança” de apenas 3 anos, empenhado no trabalho com a sua pequena enxada! Como diz o povo, e bem: “Trabalho de menino é pouco, quem não o aproveita é louco“.
Zonas de intervenção
Foram 3 as zonas de intervenção nesta propriedade com cerca de 4 hectares:
– Ribeira caudal, para recuperação da galeria ripícola e adensamento do troco já existente, com a colocação de inúmeras estacas de salgueiro e a plantação de loureiros, sabugueiros, freixos e salgueiros.
– Área confinante com floresta de produção (eucalipto), onde o solo é mais pobre e algo de intervenções anteriores para melhorar a infiltração da água da chuva e retenção de nutrientes através da colocação de pequenas barreiras de terra e troncos de madeira, onde forma semeadas bolotas e plantados carvalhos-cerquinho, sobreiros e azinheiras.
    – Junto à serventia, caminho que serve de passagem e acesso a outras propriedades agrícolas onde se pratica agricultura química, foram plantadas espécies arbustivas (murta, pilriteiro, faia-da-terra, folhado e sanguinho)  ou de folhagem mais densa como o loureiro, junto à primeira e segunda pereiras, que serão posteriormente abatidas, para deste modo o pomar biológico proteger-se da aplicação dos pesticidas nas explorações vizinhas.
Proveniência e estatísticas das espécies
  Provenientes do mini-viveiro de Alexandra Azevedo, presidente da direção do MPI:  Borrazeiras-preta (Salix atrocinerea)9 Carvalhos-cerquinho ou Carvalho-português (Quercusbroteroi), 1 Freixo (Fraxinus angustifolia), 5 Pilriteiros ou Espinheiros-alvar (Crataegus monogyna), 9 Sanguinhos (Rhamnus alaternus) e 17 Sobreiros (Quercus suber). Total: 46 + cerca de 100 bolotas de Carvalhos-cerquinho ou Carvalho-português (Quercus broteroi)
Provenientes do viveiro do ISA – Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa: 20 exemplares de cada das seguintes espécies: 
Aroeira (Pistacia lentiscus), Azinheira (Quercus roduntifolia), Faia-da-terra ou samouco (Morella faya), Freixo (Fraxinus angustifolia), Loureiro (Laurus nobilis), Murta (Myrtus communis), Sabugueiro (Sambucus nigra). Total: 140
Proveniente da Quinta da Murta: 4 Folhados (Viburnum tinus)
, várias estacas de Salgueiro (Salix sp.)
Provenientes do Sítio do Vale Salgueiro: algumas ameixeiras bravas, 1 Sobreiro, 3 Sanguinhos e uns freixos

    Apenas ficaram por plantar cerca de 30 exemplares na sebe. A salientar o cuidado tido na plantação com a abertura dos covachos com a dimensão suficiente para acolher as plantas (torrão) que foi preenchido com terra de superfície (com mais matéria orgânica) e bem coberto com palha e ervas circundantes (empalhamento) para preservar ao máximo a humidade do solo e desse modo a sobrevivência das jovens plantas.
Todo o nosso trabalho foi abençoado pelas chuvas que caíram nesse mesmo dia à noite e durante a semana seguinte. Está prometido voltarmos no próximo ano para avaliarmos os resultados, substituir plantas que morreram e adensar as áreas intervencionadas, eventualmente com mais espécies da nossa flora nativa.

O Tiago e a Elena não esconderam a sua satisfação pela preciosa ajuda para esta ação que irá deixar a marca que desejavam desde o início. Foi sem dúvida um dia vivido em pleno com trabalho, partilha e convívio!
Outro objetivo é fazer ações semelhantes noutros terrenos agrícolas. 
E que a floresta renasça!
Aqui ficam algumas fotos.

Vista geral do grupo intervenção junto à ribeira

De pequenino é que se torce o pepino

Intervenção para bosquete de carvalhos e sobreiros

Empalhamento do covacho

Covacho com boa terra

Sebe junto à serventia

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Série de vídeos “Natureza Comestível” completa primeiro ano

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Numa co-produção da Quercus e MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, foram publicados até ao momento 14 vídeos sobre diversos alimentos silvestres com uma abordagem simples e didática.

Pelo excecional valor nutricional e adaptação ao território, estes alimentos ancestrais são importantes para uma dieta equilibrada e para corrigir carências, devidas aos maus hábitos alimentares atuais. Ao readaptarmos a nossa alimentação estaremos a contribuir para uma sociedade mais sustentável e para a valorização dos nossos bosques autóctones e o apoio ao mercado emergente deste tipo de alimentos.

A nossa sociedade industrial, que abrange o setor agroalimentar, tem conduzido ao abandono da dieta tradicional e ao avanço das monoculturas, destruindo-se território, solo e biodiversidade, comprometendo assim a produção de alimentos no futuro e diminuindo a qualidade da nossa alimentação. Por outro lado, o conhecimento científico atual tem demonstrado que os alimentos silvestres são mais ricos em nutrientes, podendo corrigir as carências e desequilíbrios da dieta atual, e o nosso organismo está melhor adaptado a eles, em resultado dos milhões de anos de evolução.

Ajustar o nosso regime alimentar ao território é um dos desafios com potencialidades na melhoria da saúde, na promoção do bosque autóctone e na economia nacional, através do mercado emergente de alimentos silvestres, ou seja, para uma sociedade mais sustentável.

Esta série de vídeos surge como complemento aos livros “Ervas Silvestres Comestíveis – Guia Prático” e “Frutos Silvestres Comestíveis – Guia Prático”, editados pela Quercus em 2015 (disponíveis na loja online da Quercus). Espera-se com a mesma conseguir ampliar a divulgação dos nossos recursos naturais alimentares, porque nem sempre é fácil identificar as plantas através de fotos, ou esclarecer dúvidas no terreno, uma vez que com o afastamento do contacto mais íntimo com a Natureza deixou de haver, da forma que era praticamente generalizada, a transmissão do conhecimento entre as gerações sobre uso das plantas. Para além disso, a tradição é muitas vezes restrita nas diversas regiões do nosso país, o que acaba por condicionar a divulgação dos seus recursos naturais alimentares.

Os vídeos são de curta duração e numa abordagem prática e didática transmitem informações úteis sobre a importância, qualidade nutricional, dicas para a recoleção, conservação e utilização através da demonstração de uma (ou duas) proposta gastronómica. Ervas comestíveis, frutos, com destaque a bolota, ou as algas marinhas são os tipos de alimentos silvestres abordados nos 14 episódios disponíveis no canal do YoutubeNatureza Comestível”, com 310 subscrições e mais de 14.000 visualizações, e na Quercus TV.

Os episódios vão sendo traduzidos para inglês e vários estão já com legendas disponíveis.

Episódio n.º 13 – As amoras-silvestres

Foi hoje publicado mais um episódio, desta vez dedicado às amoras-silvestres, pequenos frutos muito comuns em todo o território de elevado valor nutricional, nomeadamente em anti-oxidantes, vitaminas K e C e ácido fólico, o que os torna medicinais: estimulam o sistema imunitário, previnem doenças degenerativas, melhoram o trânsito intestinal, melhoram o funcionamento do cérebro ou revitalizam a pele. Neste episódio são também apresentadas dicas úteis para a preparação de uma compota e sugestões de utilização.

 Equipa

A equipa de produção é composta por 3 pessoas: Alexandra Azevedo – autoria e apresentação, Nuno Carvalho – direção de câmara e Laura Varges – edição de vídeo. A tradução e legendagem é assegurada por Francisco Marques.

A Quercus e o MPI esperam que estes vídeos sejam um bom apoio à divulgação dos nossos recursos naturais, que potenciem a sua valorização e proteção.

 

Cadaval e Lisboa, 14 de setembro de 2016

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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Para mais esclarecimentos contatar:

João Branco, Presidente da Direção Nacional da Quercus | Tlm: 937 788 472 | E-mail: joaobranco@quercus.pt

Alexandra Azevedo, Mentora do Projeto “Natureza Comestível” | Tlm: 927 986 193 | E-mail: alexandraazevedo@quercus.pt e mpicambiente@gmail.com

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Tribunal Monsanto

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O Tribunal Monsanto, que se irá realizar em Haia entre 14 e 16 de Outubro de 2016, visa avaliar as alegações feitas contra a multinacional MONSANTO, bem como os danos causados por esta empresa transnacional.

O Tribunal basear-se-á nos “Princípios Orientadores sobre Empresas e os Direitos Humanos”, aprovados na ONU em 2011.

O Tribunal visa ainda avaliar a eventual responsabilidade criminal da empresa, tendo como base o Estatuto de Roma, tratado que estabeleceu o Tribunal Penal Internacional em Haia no ano de 2002. O Tribunal averiguará assim a conduta da Monsanto no que respeita a crimes de ecocídio, crime que se procura tipificar no direito penal internacional. O objetivo é analisar se o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional em vigor desde 2002, deve ser reformado de modo a incluir o crime de ecocídio, permitindo assim a instauração de processos criminais contra pessoas singulares ou coletivas suspeitas de cometerem este crime.

Conscientes deste desafio global, os promotores do Tribunal Monsanto apelam à sociedade civil e a todos/as os cidadãos do Mundo a contribuírem para esta iniciativa única, através da doação de fundos a esta grande campanha internacional.

Defender a segurança do planeta, e as condições de vida, diz respeito a todas as pessoas. Apenas a ação coletiva pode parar esta máquina de destruição!

O Tribunal Monsanto pretende ser um espaço de ideias plurais. A organização do Tribunal Monsanto irá rejeitar todos e quaisquer comentários cujo conteúdo se revele de natureza violenta, racista, sexista, homofóbico ou transfóbico.

Website: http://www.monsanto-tribunalp.org
Contactos: info.pt@monsanto-tribunal.org

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